O príncipe William aterrissará no Rio de Janeiro em novembro, mesmo mês da COP 30 em Belém, para promover uma iniciativa que ocupa um espaço especial na agenda do futuro monarca do Reino Unido: o prêmio Earthshot, concedido anualmente para projetos inovadores na área ambiental. No anúncio, ele disse que o mundo precisa de “otimismo mais do que nunca”, afirmando: “acho que o Brasil personifica isso”.
“Como lar de mais da metade da Floresta Amazônica e quase um quinto da biodiversidade mundial, o Brasil é central para o movimento global por soluções baseadas na natureza para reparar e restaurar nosso planeta”, apontou uma declaração do Earthshot.
Ao lado dele, estavam celebridades estrangeiras, incluindo Heidi Klum, David Beckham e Cate Blanchett, e brasileiros, como o ator Marcos Palmeira e o ex-jogador Cafu. Para homenagear a premiação, a Prefeitura do Rio iluminará seis pontos da cidade a partir das 19h. Entre eles, estão Museu do Amanhã, Arcos da Lapa, Cidade das Artes, Terminal Gentileza, Igreja da Penha e Museu de Arte Moderna (MAM).
O prêmio foi fundado pelo Príncipe de Gales em 2020 através de sua Royal Foundation, com o objetivo de incentivar novas ideias para solucionar problemas ambientais. Segundo William, o Earthshot foi inspirado em uma visita que ele realizou à Namíbia e seu nome é uma homenagem ao projeto “moonshot”, do ex-presidente americano John F. Kennedy, que levou ao pouso lunar em 1969.
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Histórico na América Latina
Na América Latina e Caribe, a premiação já consagrou os vencedores e finalistas Acción Andina, Amazon Sacred Headwaters Alliance, Belterra, Coral Vita, High Ambition Coalition for Nature and People e República da Costa Rica. Nesse renomado círculo, há a presença de uma organização brasileira.
Finalista de 2023, a Belterra Agroflorestas é uma iniciativa que busca “viabilizar a implantação de Sistemas Agroflorestais em larga escala” para promover a “regeneração da saúde do solo, restauração da paisagem natural e recuperação da biodiversidade”, como revela o site da instituição.
A empresa atua ao lado de pequenos e médios agricultores, oferecendo serviços como “assistência técnica e extensão rural especializada em agricultura regenerativa, facilitação de acesso a crédito e a mercados compradores”. Ao todo, já fechou mais de 45 contratos e plantou 1.805 hectares de agroflorestas, que incluem 540 mil mudas de bananas, 62 mil de cacau e 55 mil de espécies florestais, desde a fundação em 2020.
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