A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse nesta terça-feira, 1, que as novas tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entrarão em vigor “imediatamente”. O republicano dará continuidade ao tarifaço nesta quarta-feira, 2, data que apelidou de “Dia da Libertação”. Ainda não há informações precisas sobre os planos de Trump, mas as taxas podem ser aplicadas de forma específica, produto por produto, ou abranger setores inteiros com alíquotas médias, como o presidente já fez recentemente ao mirar nas indústrias de aço e alumínio.
“Meu entendimento é que o anúncio da tarifa será feito amanhã. Elas entrarão em vigor imediatamente”, explicou Leavitt a repórteres. “Eu não quero me adiantar ao presidente. Este é obviamente um dia muito importante. Ele está com sua equipe de comércio e tarifas agora, aperfeiçoando (o plano) para garantir que este seja um acordo perfeito para o povo americano e para o trabalhador americano, e todos vocês saberão em cerca de 24 horas a partir de agora.”
O Brasil está na lista dos possíveis afetados pelos impostos americanos. Em meio à ameaça, o governo Lula e a bancada ruralista aprovaram por unanimidade do Projeto de Lei 2088/2023, que estabelece a reciprocidade de regras nos setores ambiental e comercial entre o Brasil e outras nações. Por ter sido aprovado de maneira terminativa pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal, não há necessidade de receber o aval do plenário.
+ O que esperar do ‘Dia da Libertação’ de Trump
O que está em jogo?
Há também dois cenários: Trump pode escolher ampliar o cerco contra países específicos ou aplicar impostos universais. O conselheiro comercial da Casa Branca, Peter Navarro, disse à emissora Fox News no último domingo, 30, que as tarifas podem arrecadar US$ 600 bilhões anuais para o governo americano, o que implicaria uma taxa média de 20%.
Na semana passada, a agência de notícias Bloomberg e a publicação americana The Wall Street Journal relataram que tarifas recíprocas só seriam aplicadas a apenas alguns países. Entre os que podem ser afetados estão o Brasil, a Coreia do Sul, a Índia e membros da União Europeia. Trump alega que as novas tarifas serão “muito mais generosas” do que as que outros países cobram dos Estados Unidos. Segundo ele, a medida tem objetivo de corrigir relações comerciais “injustas” e favorecer a indústria nacional americana.
Além disso, tarifaços adiados anteriormente podem entrar em vigor em breve. A isenção temporária para alguns produtos importados do México e do Canadá, dentro do acordo de livre-comércio USMCA, por exemplo, deve expirar no início de abril. Entre as medidas já confirmadas para esta semana está a imposição de uma taxa de 25% sobre importações de países que compram petróleo ou gás da Venezuela.
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