Brejão de Nioaque venceu a final por 3 a 1 contra o Terra Indígena Ivaí; torneio reuniu mais de 2.700 atletas

O Clube Esportivo Aldeia Brejão de Nioaque, do Mato Grosso do Sul, entrou para a história neste domingo (13) ao conquistar o título do 1º Campeonato Nacional de Futebol Indígena. A equipe venceu por 3 a 1 o time do Terra Indígena Ivaí, do Paraná, na final disputada no Estádio Bezerrão, no Gama, Distrito Federal.
O Clube Esportivo Aldeia Brejão de Nioaque, do Mato Grosso do Sul, venceu o 1º Campeonato Nacional de Futebol Indígena, derrotando o time do Terra Indígena Ivaí, do Paraná, por 3 a 1 na final em Brasília. O torneio, com 92 equipes e mais de 2.700 atletas indígenas, seguiu regras da CBF e FIFA, destacando a cultura indígena. O Brejão, representando o povo Terena, teve uma campanha notável, incluindo uma goleada de 6 a 0 na semifinal. O senador Nelsinho Trad apoiou o time, que celebrou a vitória como um orgulho para seu povo. O campeonato, promovido pela UNI e Conafer, visa valorizar a cidadania e cultura indígena através do esporte.
A competição contou com 92 equipes formadas por indígenas de diversas etnias e envolveu mais de 2.700 atletas de diferentes regiões do Brasil. O torneio seguiu as regras da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e da FIFA, mas preservou o espírito e a representatividade cultural das comunidades indígenas participantes.
O Brejão de Nioaque, que representa o povo Terena, teve uma campanha de destaque ao longo da competição. Na semifinal, goleou o Pataxó Imbiruçu por 6 a 0. Antes dessa partida, os jogadores receberam o apoio do senador Nelsinho Trad (PSD), que esteve nos vestiários e chegou a participar de um bate-bola com os atletas. “Vamos fazer o simples, bem feito. Vamos dar o melhor. Tenho orgulho de vocês”, orientou o senador na ocasião.

Após a conquista, o parlamentar voltou a se manifestar nas redes sociais, parabenizando o time sul-mato-grossense: “Parabéns, Brejão de Nioaque! Vocês conquistaram o primeiro Campeonato Brasileiro Indígena. E olha… se a Seleção Brasileira vacilar, dá pra vocês irem lá representar o país!”, brincou.
O autor de um dos gols da final, o jogador Toti, destacou a importância simbólica do título: “Vai ser um orgulho ter esse troféu lá conosco, nosso povo Terena”.
O campeonato foi promovido pela UNI (União Nacional Indígena) com apoio da Conafer (Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais). De acordo com os organizadores, a iniciativa tem como objetivo valorizar a cidadania, a inclusão social, a cultura e a autonomia dos povos indígenas, além de incentivar o desenvolvimento de jovens atletas indígenas, promover a saúde, a integração entre aldeias e dar visibilidade às causas indígenas por meio do esporte.

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