4 de abril de 2025

Vice de Trump confirma saída de Musk do governo, m…

Após relatos de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já teria dito a seu círculo íntimo que o magnata Elon Musk deixará o posto de conselheiro no governo americano, o vice-presidente JD Vance esclareceu nesta quinta-feira, 3, que o bilionário continuará sendo “um amigo e um conselheiro” do presidente, mesmo saindo do cargo.

Na quarta-feira, o portal americano Politico informou que o republicano está satisfeito com o trabalho de Musk à frente do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE, na sigla em inglês), mas que ambos haviam chegado à decisão pela saída do empresário.

Apesar de Musk ter descartado a reportagem como “notícia falsa”, assim como também fez a secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, Vance disse, em entrevista à Fox News nesta quinta, que o “DOGE tem muito trabalho a fazer e, sim, esse trabalho vai continuar depois que Elon sair”.

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“Elon chegou e dissemos: ‘Precisamos de você para tornar o governo mais eficiente, precisamos de você para reduzir a burocracia incrivelmente gorda que frustra a vontade do povo americano, mas também custa muito dinheiro”, acrescentou Vance. “Dissemos: ‘Isso vai levar cerca de seis meses’ – e foi para isso que Elon se inscreveu, mas é claro que ele continuará sendo um conselheiro e, a propósito, o trabalho de Doge não está nem perto de terminar, o trabalho de Elon não está nem perto de terminar.”

Como funcionário especial do governo, o serviço atual de Musk é limitado a 130 dias, que, se contados a partir do dia da posse, devem expirar em algum momento no final de maio. O empresário não é um oficial eleito, e nem foi formalmente indicado a um cargo por Trump, atuando apenas na condição de conselheiro e chefe do DOGE.

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A saída do consigliere de Trump ocorre em meio a críticas de democratas e republicanos sobre a progressiva influência do empresário nas decisões da Casa Branca. Na segunda-feira 31, Musk entrou nos holofotes ao distribuir cheques de U$ 1 milhão (cerca de R$ 5,7 milhões) a dois eleitores de Wisconsin às vésperas das eleições para a Suprema Corte estadual, atraindo a fúria de progressistas e acusações de tentar interferir no pleito. Ele e aliados também destinaram US$ 20 milhões (R$ 115 milhões) para a candidatura do conservador Brad Schimel.

Não deu certo. A juíza liberal Susan Crawford venceu a disputa. Com 84% das urnas apuradas, ela ficou à frente de Schimel por 10 pontos percentuais. Após a derrota do seu aliado, Musk usou o X para tecer críticas contra a Justiça – uma estratégia em comum com Trump, que alega ser perseguido por juízes, mesmo sem provas. Na rede social, ele escreveu que “o golpe de longo prazo da esquerda é a corrupção do judiciário”.

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