
Apesar de negociações para um cessar-fogo na Ucrânia mediadas pelos Estados Unidos, o presidente russo, Vladimir Putin, deu início a uma das maiores campanhas de recrutamento militar da Rússia em anos, convocando 160 mil homens com idades entre 18 e 30 anos para as Forças Armadas. O decreto, assinado pelo líder na terça-feira 1, autoriza a nova fase do alistamento semestral, que vai até 15 de julho, ampliando em 10 mil o número de recrutas em relação ao mesmo período de 2024.
O aumento, o maior desde 2011, reflete o esforço contínuo de Putin para expandir seu Exército, que passou de 1 milhão de soldados há três anos para cerca de 1,5 milhão atualmente. Oficialmente, os recrutas não podem ser enviados para zonas de combate sem treinamento adequado, mas há denúncias de que muitos são pressionados ou enganados a assinar contratos que os levam diretamente ao front na Ucrânia.
A convocação em massa acontece também em um momento crítico da guerra na Ucrânia. Em meio a avanços russos no leste ucraniano e ao fortalecimento da presença militar de Moscou na região de Kursk, onde tem contado com o apoio de soldados norte-coreanos para conter as forças de Kiev, Washington tenta intermediar negociações para encerrar o conflito.
Diante o cenário diplomático crítico, o negociador russo Kirill Dmitriev viajará a Washington nesta semana para encontros com Steve Witkoff, alto funcionário do governo Trump, na primeira visita de uma autoridade russa à capital dos EUA desde o início da invasão ao país vizinho, em fevereiro de 2022.
Apesar dos movimentos em direção a maior diálogo, Putin rejeitou um apelo do governo dos EUA por um cessar-fogo imediato e apresentou novas exigências, incluindo o fim das sanções americanas, como condição.
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