Apesar dos desafios climáticos enfrentados, a produtividade estimada subiu de 51,7 para 54,4 sacas por hectare

Mato Grosso do Sul deve produzir 14,6 milhões de toneladas de soja nesta safra, que está na reta final de colheita. Esse volume representa um aumento de 11,4% em relação à safra anterior, de acordo com dados atualizados do Sistema de Informações Geográficas do Agronegócio (SIGA-MS), da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), em parceria com a APROSOJA-MS e Sistema Famasul.
Mato Grosso do Sul registra aumento na produção de soja e milho nesta safra, com 14,6 milhões de toneladas de soja, um crescimento de 11,4% em relação à safra anterior. A área cultivada expandiu 6,8%, atingindo 4,5 milhões de hectares, e a produtividade subiu para 54,4 sacas por hectare. A produção de milho também deve crescer 20,6%, com 10,2 milhões de toneladas esperadas. Apesar dos desafios climáticos, que afetaram 51% das lavouras, a colheita de soja já alcançou 93% da área plantada. O secretário Jaime Verruck destaca que os sinais são positivos para a safra atual.
O secretário da Semadesc, Jaime Verruck, destacou que a área cultivada com soja nesta safra alcançou 4,5 milhões de hectares, o que representa uma expansão de 6,8% em comparação ao ciclo anterior.
O dado mais impressionante, segundo Verruck, é a produtividade. Apesar dos desafios climáticos enfrentados, a produtividade estimada subiu de 51,7 para 54,4 sacas por hectare, resultando em uma produção esperada de 14,686 milhões de toneladas. Isso representa um aumento de 5% em relação à previsão inicial de 13,9 milhões de toneladas.
A estimativa para o milho da segunda safra de 2024 é igualmente positiva. A área cultivada com milho deverá atingir 2,1 milhões de hectares, com uma produtividade média de 80,8 sacas por hectare. A produção total de milho está projetada para alcançar 10,2 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 20,6% em relação ao ciclo anterior.
Desafios climáticos – O levantamento feito pelo SIGA-MS revela que aproximadamente 2,3 milhões de hectares (51% da área cultivada) foram afetados por estresse hídrico, especialmente em lavouras plantadas entre setembro e outubro.
O período crítico para a soja foi entre dezembro e janeiro, quando as precipitações foram abaixo da média, afetando o desenvolvimento das lavouras. Até o final de março, a colheita de soja no estado estava 2,4 pontos percentuais abaixo da média dos últimos cinco anos.
Colheita – Até o dia 28 de março, 93% da área de soja no estado havia sido colhida. A região sul de Mato Grosso do Sul foi a que teve o maior avanço, com 94,8% da área colhida, seguida pela região centro com 92% e a região norte com 87,5%. Cerca de 4,1 milhões de hectares já foram colhidos até a data.
Em relação ao futuro, o secretário Jaime Verruck ressalta que, como a amostragem ainda está no início, os números finais podem sofrer ajustes. Contudo, ele acredita que os sinais são mais favoráveis para a soja nesta safra em comparação às expectativas iniciais.
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