A Amazon enviou uma proposta à Casa Branca para adquirir o aplicativo de vídeos TikTok de seus donos chineses, segundo uma fonte com conhecimento do assunto.
A empresa teria encaminhado a oferta em uma carta ao vice-presidente JD Vance, que lidera as negociações para viabilizar a venda da operação americana da plataforma antes do prazo final desta semana, e também ao secretário de Comércio, Howard Lutnick.
No entanto, de acordo com a fonte — que falou sob condição de anonimato — a proposta da Amazon não está sendo levada a sério pelo governo. A empresa, por sua vez, se recusou a comentar o assunto.
Mesmo que a oferta da Amazon não avance dentro da administração, o interesse da gigante do varejo pode pressionar outros possíveis compradores a aumentar seus lances, o que poderia elevar o valor final da transação e, assim, enfraquecer um concorrente em ascensão.
Além disso, participar das negociações daria à Amazon acesso a informações estratégicas sobre o desempenho financeiro do TikTok, incluindo o TikTok Shop, que vem se tornando um rival do setor de e-commerce da empresa.
O presidente Donald Trump deve se reunir com Vance e outros altos funcionários do governo na tarde desta quarta-feira para discutir possíveis caminhos para desvincular as operações americanas do TikTok de sua controladora chinesa, a ByteDance.
Segundo a Bloomberg, o governo avalia outras opções, incluindo uma parceria entre Oracle, Blackstone e possivelmente outros investidores em uma joint venture.
A proposta da Amazon se soma a outras ofertas públicas conhecidas, como a de um grupo liderado pelo bilionário Frank McCourt e pelo cofundador do Reddit, Alexis Ohanian; outra encabeçada pelo empreendedor de tecnologia Jesse Tinsley e pelo astro do YouTube MrBeast; e ainda uma oferta de fusão da startup de IA Perplexity, sediada em São Francisco.
O CNBC informou nesta quarta-feira (2) que a AppLovin também entrou na disputa. As ações da empresa subiram até 6% com a notícia. Um porta-voz da plataforma não respondeu a um pedido de comentário.
Trump tem até 5 de abril para que a ByteDance encontre um comprador para o TikTok nos EUA — caso contrário, o aplicativo pode ser banido no país. No entanto, o presidente já sinalizou que estaria disposto a prorrogar o prazo, se necessário.
A lei que estabelece a medida foi aprovada no ano passado por um grupo bipartidário de legisladores e assinada pelo ex-presidente Joe Biden, com o argumento de evitar que o governo chinês acesse dados sensíveis de cidadãos americanos.
Esta não é a primeira vez que o prazo é estendido — a data inicial era 19 de janeiro. Mesmo que Trump aprove a venda, a transação ainda precisaria do aval da ByteDance e do governo chinês. Não está claro se as partes chinesas estão envolvidas nas discussões atuais.
McCourt afirmou nesta quarta-feira que sua proposta de compra do TikTok ainda está em jogo, mas admitiu que as chances de um acordo ser fechado antes do dia 5 são pequenas.
“Pessoalmente, acho muito improvável, mas teremos mais informações ainda hoje ou, certamente, até o dia 5”, disse ele em entrevista à Bloomberg Television.
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