O exército de Israel atingiu com um ataque aéreo um prédio em bairro Hay Madi, na periferia de Beirute, nesta terça-feira, dia 1º, matando ao menos quatro pessoas e deixando sete feridas, de acordo com o Ministério da Saúde do Líbano. Os militares afirmaram que seu alvo era um membro da milícia islâmica Hezbollah, que atua no país. O bombardeio veio dias depois de Tel Aviv ter disparado contra a nação vizinha pela primeira vez desde que um cessar-fogo encerrou os combates entre as forças israelenses e o Hezbollah em novembro.
Na última sexta-feira, o exército israelense alertou habitantes da populosa periferia de Beirute que estava respondendo a dois projéteis lançados do sul do Líbano. O Hezbollah negou ter disparado.
Agora, o bombardeio ocorreu sem aviso. O exército israelense disse em um comunicado publicado após a ofensiva que seu alvo era um membro específico do Hezbollah que estava ajudando o grupo palestino Hamas, na Faixa de Gaza, em ataques contra Israel. Os militares afirmaram que o bombardeio estava “sob a direção do Shin Bet”, a agência de inteligência doméstica de Israel.
Fotos e vídeos que circulam nas redes sociais mostram os três andares superiores de um prédio residencial danificados, enquanto pilhas de destroços sobre carros podem ser vistas na rua.
JUST IN: Israeli Strike In Beirut
The IDF and ISA eliminated a Hezbollah terrorist in Dahieh who was helping Hamas plan an imminent attack on Israeli civilians. Acting on ISA intel, the IAF carried out the strike to neutralize the immediate threat.
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— Open Source Intel (@Osint613) April 1, 2025
De acordo com a agência de notícias The Associated Press, entre os mortos no ataque desta terça estavam o oficial do Hezbollah Hassan Bdeir e seu filho, Ali. As outras duas vítimas eram seus vizinhos: um homem e uma mulher, que eram irmãos.
Ali Ammar, figura sênior do braço político da milícia libanesa, disse que o grupo não quer guerra, a menos que “a guerra seja imposta”. “Então o Hezbollah está totalmente preparado para impedir qualquer ataque”, disse ele em uma declaração à imprensa no local do ataque aéreo.
O líder do grupo, Sheikh Naim Kassem, alertou no último sábado que se os ataques de Israel continuassem e se o governo libanês não agisse para detê-los, os militantes recorreriam a outras alternativas.
O presidente libanês, Joseph Aoun, condenou a ofensiva e pediu respeito pela soberania.
“Devemos impedir qualquer violação da soberania do exterior, ou de infiltrados internos que forneçam um pretexto adicional para agressão”, escreveu Aoun em uma declaração no X, antigo Twitter. O ex-militar havia prometido, após sua eleição em janeiro, que todas as armas do Hezbollah seriam confiscadas pelo estado libanês.
Uma das condições do cessar-fogo era que o Hezbollah entregasse as armas e deixasse seu reduto no sul do Líbano, perto da fronteira com Israel. Sob a trégua, mediada pelos Estados Unidos, que encerrou 14 meses de guerra entre as forças de Tel Aviv e a milícia libanesa, os militares israelenses também deveriam deixar completamente a nação árabe até o final de janeiro.
Mesmo assim, Israel lançou ataques diários no sul e leste do Líbano desde que o cessar-fogo entrou em vigor, dizendo que seu alvo são as autoridades e a infraestrutura do Hezbollah. Os militares libaneses foram mobilizados na região sul do país, e Beirute pediu que comunidade internacional pressione Tel Aviv a interromper os bombardeios e retirar suas forças ainda presentes em cinco topos de colinas em território libanês.
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