
O número de companhias aéreas restringindo o uso e transporte dos populares power banks em voos tem crescido, especialmente na Ásia. A medida responde a uma série de incidentes envolvendo o superaquecimento de carregadores portáteis, cujas baterias de lítio, altamente inflamáveis, resultaram em incêndios dentro das aeronaves.
O caso mais recente aconteceu em janeiro, quando um incêndio a bordo de um avião da Air Busan, ainda em solo, foi atribuído a um carregador portátil. Autoridades sul-coreanas identificaram sinais de derretimento elétrico no dispositivo, reforçando os perigos dessas baterias inflamáveis. Nos últimos 20 anos, a Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) já registrou mais de 500 incidentes relacionados a baterias de lítio, envolvendo desde emissão de fumaça até incêndios dentro de aviões.
Companhias aéreas endurecem regras
Diante da preocupação crescente com segurança, algumas empresas começaram a proibir o armazenamento de power banks nos compartimentos superiores, exigindo que fiquem sob os assentos ou nos bolsos das poltronas. A Coreia do Sul implementou restrições nacionais que entraram em vigor neste mês, impedindo passageiros de conectar os carregadores às tomadas USB da aeronave.
Outras companhias seguiram o mesmo caminho. A Thai Airways e a Singapore Airlines proibiram completamente o uso dos dispositivos a bordo. Já empresas como AirAsia, EVA Air e China Airlines permitem o transporte dos bancos de energia na bagagem de mão, mas sem uso durante o voo. Em Hong Kong, as novas regras entram em vigor em abril, após um voo da Hong Kong Airlines precisar ser desviado por conta de um incêndio causado por um carregador portátil.
As baterias de íons de lítio são amplamente utilizadas por sua alta capacidade energética e custo acessível. Elas estão presentes em celulares, laptops e drones, além de bicicletas elétricas e veículos. No entanto, problemas de fabricação, desgaste natural, superaquecimento e até o contato com metais podem causar curtos-circuitos e explosões.
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